sábado, 1 de julho de 2017

Charlie Gard, quando o valor de uma vida é mensurado pela utilidade


Se você é uma pessoa antenada nas noticias, possivelmente já viu algo sobre o menino Charlie Gard, mas se não lhe apresento agora a prova viva de que "direitos humanos" não tem ligação nenhuma com direito à vida, e não passa de uma máscara para ocultar a covardia de quem julga o valor de uma vida como inferior ou superior à outra baseado em interesses pessoais.

Charlie e seus pais. (Foto: Reprodução/Twitter/@Fight4Charlie)

O pequeno Charlie, de 10 meses, sofre de uma doença cerebral genética raríssima e incurável, a miopatia mitocondrial - estado esse que causa perda progressiva de força muscular. A sua prevalência estimada é cerca de 1/100 000. A criança nasceu saudável em agosto de 2016, mas começou a perder peso e força com apenas seis semanas de vida. A condição piorou rapidamente e ele foi internado em outubro no Hospital Great Ormond Street, depois de desenvolver pneumonia por aspiração.

Diante de tal situação era de se esperar que as autoridades envolvidas ofertassem o máximo de recursos possíveis para que o menino pudesse viver o máximo de tempo possível com tudo necessário para seu conforto, os os pais pudessem ter seu sofrimento amenizado. Mas NÃO. A Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH) autorizou na última terça-feira (29) o desligamento dos aparelhos que mantêm vivo o bebê. Por quê? Porque  Charlie "não serve mais para nada". A vida humana não tem valor algum dado senão o do utilitarismo. É isso que a sociedade moderna prega. 


E se olharmos para o Brasil veremos a que ponto chegou a sociedade. O Caso Rodrigo Hilbert deixa mais evidente ainda que os valores estão sendo invertidos, vemos milhares de pessoas horrorizadas pelo abatimento de uma animal - e lutando contra essa 

"monstruosidade", enquanto uma criança está pronta para ser sacrificada porque não nasceu saudável. 

Os pais da criança, contrários ao desligamento dos aparelhos, e consequente morte do filho, tinham entrado com um recurso na CEDH após os tribunais do Reino Unido terem autorizado o hospital Great Ormond Street, em Londres, a tomar iniciativa de assassinato.

Em sua sentença definitiva, a CEDH considerou corretas as sentenças emitidas pelos tribunais britânicos e ordenou imediatamente a suspensão das medidas judiciais provisórias que até então estavam sendo aplicadas enquanto se aguardava a decisão judicial final.

O hospital queria obter a autorização judicial para suspender a respiração artificial e os cuidados paliativos, porque os médicos britânicos afirmaram que não existe cura para a doença de Charlie e, portanto, ele deveria ter o direito de "morrer com dignidade".

Os pais chegaram a pedir intervenção do Vaticano. Em vão. "Se conformem" - foi a resposta. 

Em outras palavras retomo o que disse, Charlie não é útil para esses senhores que o condenam a morte. Mas e se fossem seus filhos? Condenariam? 



"Não matarás". (Êxodo 20.13) 


Resta-nos rezar pelo menino Charlie, para seja feito a vontade de Deus e não a dos homens. Rezar para que Cristo reine nos corações, e para que os maus não prevaleçam. 

Charlie foi batizado.

Charlie e seus pais. (Foto: Reprodução/Twitter/@Fight4Charlie)




Fontes: http://g1.globo.com/mundo/noticia/corte-europeia-de-direitos-humanos-autoriza-desligamento-de-aparelhos-que-mantem-bebe-vivo.ghtml

http://sensoincomum.org/2017/07/01/en-garde-por-charlie-gard/

3 comentários:

  1. Lamentável essa situação. Q país é esse.

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    1. Uma sociedade onde a vida humana vale menos que a vida animal, que a mãe tem direito de abortar, mas não tem de salvar a vida do filho.

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  2. Miseráveis, se acham no direito de suspender a vida, simplesmente porque de nada as servem, será julgados por seus crimes, teram sua recompensa ou desgraça por tamanha covardia... Miseráveis infanos

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